quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cadê a "tremenda trapalhada", Serra?

Com a proximidade do fim da crise em Honduras, sugiro como leitura um magnífico artigo de Bernardo Joffily, publicado no Vermelho.

Sem dúvida, uma perfeita avaliação sobre a cobertura da mídia e opiniões exdrúxulas sobre o caso, inclusive a do governador do Estado de São Paulo, José Serra, que definiu a atuação do Brasil em Honduras como uma "tremenda trapalhada".

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=117541&id_secao=7

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PCdoB-SP realiza grande conferência

No último final de semana, aconteceu a Conferência Estadual do PCdoB-SP, da qual participei como delegado. Às vésperas da realização do 12º Congresso do PCdoB, que acontece entre os dias 5 e 8/11, em São Paulo, a conferência se configurou como mais uma importante oportunidade de discussão das teses propostas pelo partido.

Foi um debate de grande qualidade e uma conferência bastante quantitativa e representativa, com a participação de centenas de delegados e delegadas. Ainda há tempo para contribuir com as teses. Até amanhã, 15, o PCdoB recebe contribuições da militância para a Tribuna de Debates.

Nova lei de mídia da Argentina abre precedentes em outros países

No último final de semana, foi aprovada uma inovadora lei de radiodifusão na Argentina. Mais conhecida como lei de mídia, a medida aumentará a participação da sociedade e do governo nas decisões envolvendo a concessão de licenças para canais de TV e rádio, restringindo, assim, a exploração dos poderosos grupos de mídia do país, que usavam como bem entendiam o espaço comunicacional.

Além de ser uma grande vitória da democracia, a nova lei será importante também num momento em que se realiza um debate sobre propostas para democratizar a comunicação no Brasil, com o processo preparatório da 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

Num país, onde a mídia tem papel dominante sobre a sociedade, impondo seus interesses em detrimento dos interesses da população, é fundamental que se discuta uma legislação semelhante no Brasil.

Avança diálogo em Honduras, mas segue indefinida volta de Zelaya ao poder

Após reunião de negociação em Honduras durante a última terça-feira, houve acordo em 90% dos pontos do Acordo de San José. No entanto, o ponto mais importante, a volta do presidente deposto Manuel Zelaya ao poder, ficou para ser decidido hoje, 14.

Os pontos em que houve acordo incluem a constituição de um governo de unidade, a recusa da anistia (prevista no Acordo de San José), a renúncia à Constituinte por parte de Zelaya, a criação de uma comissão verificadora do acordo e o pedido à comunidade internacional para que suspenda as sanções impostas após o golpe.

“Somos otimistas e esperamos entregar ao país um acordo político e jurídico aceitável", comentou o chefe da comissão negociadora de Zelaya, Victo Meza, ministro de Governo afastado pelo golpe. Mas ele advertiu que “todos os pontos faltam enquanto não se firme o principal”.

Como o que resta de divergência é o ponto crucial: a recondução ao cargo de Zelaya, espera-se que se chegue a um acordo que traga de volta a paz em Honduras.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Negociação hoje decide sobre volta de Zelaya

Após a tentativa frustada de negociação da OEA (Organização dos Estados Americanos), a situação em Honduras pode ter um desfecho hoje, 13. A restituição do presidente deposto Manuel Zelaya deve ser debatida entre representantes do líder deposto e do governo golpista de Roberto Micheletti que devem se reunir na mesa de negociação para dar continuidade ao diálogo.

Se confirmada a volta ao poder, Zelaya deixaria a embaixada do Brasil, o isolamento internacional imposto a Honduras seria levantado e se abriria o caminho para as eleições presidenciais de novembro. Caso contrário, o desfecho dos 108 dias de crise em Honduras se tornará ainda mais incerto.

Ministra avalia PCdoB como um dos eixos de sustentação do governo Lula

A menos de um mês da realização do 12º Congresso do PCdoB, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, fez uma valiosa declaração sobre o PCdoB. Durante participação na abertura da Conferência Estadual do PCdoB da Bahia, a ministra afirmou que “o PCdoB é um dos eixos onde se escora toda a aliança progressista, popular, aliança transformadora que hoje sustenta o governo do presidente Lula. E nisso o PCdoB é um elemento, para mim, estratégico”, avaliou. A Conferência também contou com mais uma presença ilustre, a do diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima.

O 12º Congresso do PCdoB, que acontece entre os dias 5 e 8 de novembro, no Anhembi, em São Paulo, recebe até o próximo dia 15 de outubro, quinta-feira, contribuições da militância para a Tribuna de Debates.

Conforme o partido salientou em comunicado enviado aos comitês estaduais, “terão garantia de publicação, tanto em meio impresso (última Classe Operária Especial) como eletrônico (www.pcdob.org.br/12congresso), os artigos encaminhados pelos respectivos Comitês Estaduais até a meia-noite do dia 15 de outubro”.

A contribuição dos militantes é de suma importância para confirmar a democracia que sempre permeou a atuação do Partido e a ampla unidade dos comunistas em torno das teses apresentadas. Participe!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Será a volta de Zelaya?

O presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou ontem, 5, o fim do estado de sítio no país - medida que havia sido imposta por ele em 26/09. Em outro sinal de recuo, Micheletti também disse que admite a possibilidade de restituir o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, ao cargo, em uma tentativa de acabar com a crise política e conduzir o país até as eleições de 29 de novembro.

O recuo do golpista pode facilitar a volta de Zelaya, de acordo com o embaixador brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA), Ruy Casaes. Embora otimista, Casaes alerta que o "processo de transição" para restituir a democracia é "lento". "Não é uma coisa de um dia para o outro. Veja, por exemplo, quantos anos duraram os regimes autoritários na América Latina", acrescenta.

O embaixador viaja a Honduras amanhã, 7, para estruturar a abertura de diálogo. De acordo com ele, a ideia, que ainda é discutida pela OEA para planejarmos a materialização e maiores detalhes da programação em Tegucigalpa, "é lançar intervalos para uma negociação que chamamos de mesa de diálogo, na qual tem a participação das duas partes envolvidas, os candidatos presidenciais, os partidos políticos, representantes da sociedade civil e membros da igreja, que tem muito peso no país. Enfim, a ideia é lançar essa proposta negociadora."

Leia a entrevista com o embaixador: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=116939&id_secao=7